Por que deixamos de fazer o que sempre fizemos? Instituições, existencialismo e ação coletiva transformadora na teoria dos Campos de Ação Estratégica |Why do we stop doing what we always did? Institutions, existentialism and transformative collective acti

Pedro Frizo, Paulo Niederle

Resumo


Embora as teorias institucionalistas sejam geralmente mobilizadas para interpretar a reprodução social, elas também são úteis para compreender os episódios de mudança institucional. É com este objetivo que analisamos neste artigo a contribuição da Teoria dos Campos de Ação Estratégica, de Neil Fligstein e Doug McAdam. Inicialmente, destacando as funções existenciais das instituições, discutimos como elas potencializam processos de engajamento. Em seguida, apresentamos o papel dos empreendedores institucionais na formulação de enquadramentos interpretativos que visam a alterar as expectativas ficcionais dos atores, o que é condição essencial para que estes se engajem em ações coletivas transformadoras. Finalmente, analisamos como crises e choques em outros campos contribuem para a produção de engajamento e a mudança institucional.


Texto completo:

PDF

Referências


BECKERT, Jens. (2013), “Capitalism as a System of Expectations: Toward a Sociological Microfoundation of Political Economy”. Politics & Society, v. 41, n. 3, pp. 323-341.

BECKERT, Jens. (2016), Imagined futures. 1. ed. Cambridge: Harvard University Press.

BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas (2003), A Construção Social da Realidade. 22. ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes.

BOLTANSKI, Luc. (2008), “Institutions et critique sociale: une approche pragmatique de la domination.” Tracés – Revue de Sciences Humaines, v. 8, pp. 17-43.

BOLTANSKI, Luc. (2009), De la critique. Paris: Gallimard.

BOURDIEU, Pierre. (1989), O Poder Simbólico. 1. ed. Lisboa: Difel.

BOURDIEU, Pierre. (2008), Razões Práticas: sobre a teoria da ação. 8. ed. Campinas: Papirus.

BOURDIEU, Pierre. (2010), The forms of capital (1986). In: SZEMAN, Imre; KAPOSY, Timothy (ed.). Cultural Theory: an anthology. Malden, MA: Wiley-Blackwell. pp. 81-93.

DiMAGGIO, Paul J.; POWELL, Walter W. (1983), “The iron cage revisited: institutional isomorphism and collective rationality in organization fields”. American Sociological Review, v. 48, n. 2, pp. 147-160.

DUBUISSON-QUELLIER, Sophie. (2013), “Market mediation strategy: how social movements seek to change firms’ practices by promoting new principles of product valuation”. Organization Studies, v. 34, n. 5-6, pp. 683-703.

DURKHEIM, Émile. (2003), As Formas Elementares da Vida Religiosa. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes.

EMIRBAYER, Mustafa. (1997), “Manifesto for a Relational Sociology”. The American Journal of Sociology, v. 103, n. 2, pp. 281-317.

FLIGSTEIN, Neil. (1996), “Markets as Politics: A Political-Cultural Approach to Market Institutions”. American Sociological Review, v. 61, n. 4, pp. 656-673.

FLIGSTEIN, Neil; McADAM, Doug. (2012). A Theory of Fields. 1. ed. Oxford: Oxford University Press.

FRIZO, Pedro. (2019), Os Parce(le)iros da Amazônia: fundamentos institucionais de uma economia da floresta em pé. 1. ed. São Paulo: Annablume.

GOFFMAN, Erving. (2012), Os quadros da experiência social: uma perspectiva de análise. 1. ed. Petrópolis: Vozes.

GRANOVETTER, Mark. (1985), “Economic action and social structure: the problem of embeddedness”. American Journal of Sociology, v. 9, n. 3, pp. 481-510.

HALL, Peter A.; TAYLOR, Rosemary. (2003), “As Três Versões do Neo-Institucionalismo”. Lua Nova, n. 58, pp. 193-224.

HALL, Peter A.; THELEN, Kathleen. (2009), “Institutional change in varieties of capitalism”. Socio-Economic Review, v. 7, n. 1, pp. 7-34.

KUNRATH, Marcelo S.; COTANDA, Fernando C.; PEREIRA, Matheus M. (2017), “Interpretação e ação coletiva: o “enquadramento interpretativo” no estudo de movimentos sociais.” Revista de Sociologia e Política, v. 25, n. 61, pp. 143-164.

MAHONEY, James; THELEN, Kathleen. (2009), A Theory of Gradual Institutional Change. In: MAHONEY, James; THELEN, Kathleen (ed.). Explaining Institutional Change: Ambiguity, Agency, and Power. Cambridge: Cambridge University Press. pp. 1-37.

McADAM, Doug. (1999), Political Process and the Development of Black Insurgency, 1930-1970. 2. ed. Chicago: University of Chicago Press.

MEYER, John W.; ROWAN, Brian. (1977), “Institutionalized Organizations: Formal Structure as Myth and Ceremony”. American Journal of Sociology, v. 83, n. 2, pp. 340-363.

MICHELS, Robert. (1978), Os Partidos Políticos. 1. ed. São Paulo: Editora Senzala.

MOORE, Jr., Barrington. (1983), As origens sociais da ditadura e da democracia. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes.

NEE, Victor. (2005), The new institutionalisms in economics and sociology. In: SMELSER, Neil; SWEDBERG, Richard. (ed.). Handbook of Economic Sociology. 2. ed. Princeton: Princeton University Press. pp. 49-74.

NICHOLSON, Walter; SNYDER, Christopher M. (2010), Intermediate Microeconomics and Its Application. 11. ed. Mason: South-Western; Cengage Learning.

NORTH, Douglass; WALLIS, John; WEINGAST, Barry. (2009), Violence and social orders. 1. ed. New York: Cambridge University Press.

NORTH, Douglass. (1983), Structure and Change in Economic History. 1. ed. New York: W. W Norton & Company.

OLSON, Mancur. (1965), The Logic of Collective Action. 1. ed. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press.

PUETZ, Kyle. (2017), “Fields of Mutual Alignment: A Dual-Order Approach to the Study of Cultural Holes”. Sociological Theory, v. 35, n. 3, pp. 228-260.

SANDERS, Elizabeth. (2006), Historical Institutionalism. In: BINDER, Sarah A.; RHODES, R. A. W.; ROCKMAN, Bert A. (org.). The Oxford Handbooks of Political Institutions. Oxford: Oxford University Press. pp. 39-55.

SELZNICK, Philip. (1957), Leadership in Administration: A Sociological Interpretation. 1. ed. New York: Harper & Row.

SHEPSLE, Kenneth A. (2006), Rational Choice Institutionalism. In: BINDER, Sarah A.; RHODES, R. A. W.; ROCKMAN, Bert A. (org.) The Oxford Handbook of Political Institutions. Oxford: Oxford University Press. pp 24-26.

SKOCPOL, Theda. (1994), Social Revolutions in the Modern World. 1. ed. Cambridge; New York: Cambridge University Press.

THÉRET, Bruno. (2003), “As instituições entre as estruturas e as ações”. Lua Nova, n. 58, pp. 225-255.

TOURNAY, Virginie. (2011), Sociologie des Institutions. 1. ed. Paris: Presses Universitaires de France.

WILLIAMSON, Oliver E. (1983), Markets and Hierarchies: a study in the internal organization. 1. ed. New York: Free Press.

WRONG, Dennis. (1961), “The oversocialized conception of man in modern sociology”. American Sociological Review, v. 26, n. 2, pp. 183-193.

ZHAO, Dingxin. (2010), “Theorizing the Role of Culture in Social Movements: Illustrated by Protests and Contentions in Modern China”. Social Movement Studies, v. 9, n. 1, pp. 33-50.




DOI: http://dx.doi.org/10.20336/rbs.466

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN Impresso: 2317-8507

ISSN Eletrônico: 2318-0544


Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 

Indexado por:

 Hispanic American Periodicals Index

INDEX h5 

h5-index 7  /  h5-median 13