Encontros entre Paulo Freire e Amílcar Cabral: a Crítica Pós-colonial e Decolonial em Ato

Adelia Miglievich-Ribeiro

Resumo


A contemporânea crítica pós-colonial converge com o atual  “giro decolonial” latino-americano na  revisão da  narrativa da  modernidade monolítica (eurocêntrica) de maneira a se propor o remapeamento dos “loci” de produção acadêmica no mundo. Busco  demonstrar que  a inspiração de  um  e outro  movimento pode  ser  localizada numa excepcional rede  intelectual que  se potencializou com o exílio  de estudiosos, professores e pesquisadores críticos que,  nos anos  1960-70,  foram  expulsos de seus países com a instalação das ditaduras militares. Elejo Paulo  Freire  em suas  reflexões sobre educação e descolonização para visibilizar sua interlocução com o pensamento do  “pedagogo revolucionário” Amílcar Cabral.  Examino os aprendizados de  Paulo Freire  em Guiné-Bissau no empenho de colaborar na fundação de uma  nova  nação mediante a educação de  um  povo.  A experiência revelaria ao educador brasileiro as contradições do colonialismo e a árdua tarefa  de se “expurgar” do colonizado a sombra do colonizador.


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DOI: http://dx.doi.org/10.20336/rbs.427

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