“Meu Deus! Meu Deus! Está Extinta a Escravidão?”: o Imaginário Político Brasileiro

Glória Diógenes, Paulo Henrique Martins

Resumo


O artigo tem como  objetivo  identificar signos  da transgressão do imaginário político brasileiro em suas  conexões com a dimensão da festa. O texto  tem por base o desfile da Escola de Samba  Paraíso do Tuiuti, do Rio de Janeiro,  no carnaval de 2018. Consi- deramos que o desfile  da Tuiuti produziu o que pode  ser denominado de um “teatro do patético”, coreografando, no espaço da Sapucaí, imagens — que muitas vezes não são nítidas — da situação política do país. Parte-se do pressuposto de que a formação de esferas  públicas participativas no Brasil nem  sempre estiveram ligadas ao mundo do trabalho, às mobilizações sindicais e aos partidos supostamente comprometidos com práticas democráticas. A festa produz, no plano das ações  instituintes, disposi- tivos que parecem colidir com a ordem social,  traduzindo outros signos  de produção de uma  cultura política contestatória.


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DOI: http://dx.doi.org/10.20336/rbs.426

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