Medicalização da vida: uma análise sobre a psiquiatrização do campo educacional como estratégia biopolítica

Karina Gomes Giusti

Resumo


O artigo  discute a psiquiatrização da  infância e sua  influência no  cotidiano escolar, evidenciando que  a medicalização de  comportamentos próprios da infância está  fortemente presente nas  instituições escolares, bem  como  nos discursos dos agentes educacionais. Nosso estudo mostra que a descrição dos comportamentos infantis em  termos biológicos e  neuroquímicos contribui para  a patologização da vida  e da infância. Tomando como  ponto de partida os estudos sobre  biopolítica da população de Michel Foucault e as reflexões de Peter  Conrad sobre  a expansão de categorias diagnósticas, o artigo  analisa em que  medida a infância capturada pelos  transtornos desloca a procura de soluções políticas e educativas para  o campo das  soluções biologizantes e medicalizantes.

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DOI: http://dx.doi.org/10.20336/rbs.170

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